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Protestos contra ditadura |
“Todos os crimes são crimes significativos em virtude do direito que eles afetam e não por conta do número de pessoas que eles afetam. Portanto, a tortura, os desaparecimentos, as execuções, os estupros são relevantes por afrontarem a dignidade humana e não por conta do número de vezes que foram cometidos”.
—Eduardo Gonzalez, diretor do Programa pela Verdade e Memória do ICTJ.
Apesar da ditadura no Brasil ter terminado há muitos anos, o interesse pela justiça de transição vem crescendo com o debate acerca da melhor maneira de abordar o passado. Acontecimentos recentes – incluindo a proposta do governo brasileiro em criar uma Comissão da Verdade, a abertura dos arquivos secretos e a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos estabelecendo limites à Lei de Anistia de 1979 – estão no centro da discussão. Além disso, a relevância da América Latina para o campo da justiça de transição, com iniciativas pioneiras em toda a região, aumenta o interesse pelos próximos passos a serem dados pelo Brasil.
Para saber mais sobre o papel que a responsabilização pelo passado pode desempenhar no Brasil hoje, conversamos com Eduardo Gonzalez, diretor do Programa pela Verdade e Memória do ICTJ.
Entrevista com Eduardo Gonzalez, parte 1 de 3
Eduardo discute a importância do Brasil e da América Latina desenvolverem iniciativas viáveis para compensarem os abusos aos direitos humanos, tal como a tortura, os desaparecimentos e as execuções.
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